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RIBEIRÃO PRETO / SP

O PRIMEIRO DIA DE CANTORA                                 

       

        - “Amanhã teremos uma gincana, aqui a escola”. Disse-me uma amiga.
        -“Gincana?” Eu lhe perguntei?!
        -“É, e você vai cantar para concorrer”...     

        Cheguei a minha casa pálida, mas feliz pelo desafio. Arrumei uma amiga para cantar e fazer um dueto comigo: a Cidinha, e depois disto, pedi a minha mãe que me fizesse um vestido novo. Ela, então, como excelente costureira, já tinha um molde cortado, pronto para ser costurado. Depois de duas horas, lá estava eu, já experimentando o vestido. Escolhi para cantar a música: “pais e filhos”, da dupla Chitãozinho e Xororó.
        No dia da gincana, os alunos formaram um circulo, e fui para o centro desta roda, juntamente a minha amiga, e começamos a cantar.

        A idéia de cantar me fascinava, e não pensei na derrota. Tinha que ganhar esta gincana de alguma forma, então levei a tiracolo, uma bolsa de balas de abacaxi, para jogar ao publico, à medida que cantava.
         - "Marcinha, Marcinha". Gritavam todos, com os olhos cheios de brilho e com as mãos já cheias de balas...
         Naquele dia, nascia uma cantora, com princípios básicos de uma marqueteira; e em todas as quermesses e reuniões da cidade, eu era chamada para cantar. Já a minha amiga Cidinha, não continuou na musica!

          Penso que ao observarmos a fundo, as opiniões e os gostos de uma criança, logo se percebe o seu futuro...

           Hoje, atuo na área de marketing e prestação de serviços, que nasceu logo após a gravação de um disco; e tudo isto foi gerado numa ação pré adolescente, na escola, inconscientemente.

Naja em Festival em Campestre-MG